Além dos estereótipos: pais acompanhantes contam como a profissão transformou a vida de suas famílias
No Dia dos Pais, profissionais da Fatal Model falam sobre preconceito, independência financeira e o desejo de oferecer novas oportunidades aos filhos
Quando decidiu trabalhar como acompanhante, Alef Costa, de 32 anos, sabia que enfrentaria dúvidas, inseguranças e o julgamento de outras pessoas. Natural do Maranhão, ele conta que sua trajetória nunca foi marcada por caminhos fáceis, mas que a responsabilidade de ser pai se tornou uma das principais motivações para continuar buscando uma vida melhor.
Com o tempo, Alef percebeu que a atividade exigia muito mais do que aparência. Para ele, empatia, inteligência emocional, discrição, respeito e profissionalismo são características essenciais para quem trabalha na área. “Aprendi a ouvir, a compreender diferentes histórias e a lidar com pessoas de todas as origens e realidades. Muitos encontros foram marcados por conversas, acolhimento e respeito. Muitas vezes, a verdadeira companhia vai muito além da presença física”, afirma.
A profissão também permitiu que Alef conquistasse independência financeira e oferecesse mais qualidade de vida ao filho. Apesar dos preconceitos enfrentados ao longo do caminho, ele diz que aprendeu a não permitir que a opinião de outras pessoas definisse sua identidade. “Ser acompanhante é apenas um capítulo da minha história, não o livro inteiro. Sou pai, filho, amigo e uma pessoa que continua sonhando, aprendendo e evoluindo. Ser pai sempre foi a maior responsabilidade e o maior motivo para eu buscar uma vida melhor”, conta.
Alef também destaca o papel da Fatal Model em sua trajetória profissional. Segundo ele, a plataforma contribuiu para que encontrasse oportunidades de trabalho, conquistasse autonomia e pudesse proporcionar melhores condições ao filho. “Sou grato por tudo o que vivi e aprendi. A Fatal teve um papel importante nessa caminhada, porque me deu oportunidades de crescimento, independência financeira e a possibilidade de proporcionar mais qualidade de vida ao meu filho”, afirma.
Segurança e profissionalização
Para Weverton Fernandes, de 35 anos, pai de três filhos, a relação com a Fatal Model começou ainda no início da carreira como acompanhante. Morador de Campinas, ele começou a atuar profissionalmente em Maringá e relata que, na época, encontrou poucas referências ou espaços seguros voltados para homens que desejavam trabalhar na área.
Ao pesquisar formas de divulgação e captação de clientes, Weverton encontrou a plataforma. Segundo ele, o site trouxe mais segurança e autonomia para organizar os atendimentos, conversar previamente com os clientes e estabelecer os próprios limites. “A Fatal Model foi a primeira opção que apareceu quando comecei a pesquisar como me anunciar e captar clientes. Desde então, tornou-se uma relação duradoura. Eu recomendo a plataforma porque ela permite que o profissional se anuncie, converse com as pessoas e combine os atendimentos com mais segurança”, explica.
Weverton afirma que sempre encarou a atividade como uma profissão e que o principal objetivo era oferecer uma condição de vida melhor para a família. “Eu nunca transformei o trabalho em algo fútil. Sempre entendi que estava fazendo aquilo porque queria proporcionar o melhor para os meus filhos. Por meio da profissão, consegui viver bem, ter uma casa confortável e conquistar meus bens”, relata.
Pai de três meninos, de 16, 9 e 3 anos, Weverton diz que conversa sobre o próprio trabalho de maneira compatível com a idade de cada filho. Para ele, tratar o assunto com naturalidade ajuda a reduzir preconceitos e evita que a profissão seja encarada como um segredo dentro de casa. “Todos sabem com o que eu trabalho. É claro que não entro em detalhes e respeito a idade de cada um, mas não existe receio de conversar sobre o assunto. Percebo que, para eles, isso é tratado de maneira muito mais natural”, afirma.
Paternidade como motivação
Embora tenham histórias diferentes, Alef e Weverton compartilham uma percepção semelhante: ser pai ampliou o sentido de responsabilidade e se tornou uma motivação para buscar estabilidade, crescimento profissional e melhores oportunidades para os filhos. As experiências dos dois também ajudam a mostrar que acompanhantes podem ter rotinas, famílias, objetivos e responsabilidades semelhantes às de trabalhadores de qualquer outro setor.
Para Weverton, o reconhecimento profissional também ajudou a transformar a forma como familiares e pessoas próximas enxergavam sua escolha. “No início, senti preconceito, porque ainda existe muito tabu. Quando você assume a profissão, algumas pessoas zombam ou discriminam. Com o tempo, quando consegui crescer e me tornar uma referência no mercado, passei a ser mais respeitado”, conta.
Além de trabalhar como acompanhante, Weverton procura orientar outros homens interessados em ingressar na profissão. Segundo ele, a falta de informação e de referências masculinas torna o início da atividade mais difícil. “Para o homem, é muito difícil entrar nesse mercado porque quase não existem pessoas explicando os primeiros passos, os cuidados e os limites necessários. Eu quis me tornar uma referência também para ajudar outros profissionais a começarem de uma maneira mais consciente”, explica.
Neste Dia dos Pais, as histórias de Alef e Weverton colocam em evidência uma dimensão pouco discutida sobre o trabalho de acompanhantes: a de homens que também são responsáveis por educar, proteger e oferecer estrutura aos filhos. Mais do que falar sobre uma profissão ainda cercada por estigmas, os relatos mostram duas trajetórias marcadas por trabalho, responsabilidade e pelo desejo de construir um futuro melhor para suas famílias.
