{"id":1705,"date":"2026-08-11T15:33:44","date_gmt":"2026-08-11T18:33:44","guid":{"rendered":"https:\/\/g100.com.br\/?p=1705"},"modified":"2026-08-11T15:33:44","modified_gmt":"2026-08-11T18:33:44","slug":"moradores-transformam-sao-goncalo-do-sapucai-em-territorio-de-arte-contemporanea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/g100.com.br\/index.php\/2026\/08\/11\/moradores-transformam-sao-goncalo-do-sapucai-em-territorio-de-arte-contemporanea\/","title":{"rendered":"Moradores transformam S\u00e3o Gon\u00e7alo do Sapuca\u00ed em territ\u00f3rio de arte contempor\u00e2nea"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Exposi\u00e7\u00e3o <em>Rio Que Grita<\/em>, de Joyce Ribeiro, ocupa ruas, com\u00e9rcios, resid\u00eancias e espa\u00e7os p\u00fablicos a partir das mem\u00f3rias, dos causos e da participa\u00e7\u00e3o de quem vive na cidade<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na varanda de Norma de Oliveira e Laudelino Ferreira, uma obra de arte passou a dividir espa\u00e7o com a rotina da casa. Desde ent\u00e3o, o alpendre tornou-se ponto de visita\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Gon\u00e7alo do Sapuca\u00ed, no Sul de Minas Gerais. Moradores e visitantes chegam orientados por um mapa, conhecem o trabalho instalado no local e seguem para os demais pontos do percurso. A resid\u00eancia integra a exposi\u00e7\u00e3o <em>Rio Que Grita<\/em>, da artista, educadora e historiadora Joyce Ribeiro. Em cartaz at\u00e9 14 de agosto, a mostra re\u00fane fotografias, v\u00eddeos, cer\u00e2micas, escritos, a\u00e7\u00f5es urbanas e conta\u00e7\u00f5es de hist\u00f3rias em diferentes locais do munic\u00edpio. A visita\u00e7\u00e3o \u00e9 gratuita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Moradores tamb\u00e9m participaram da constru\u00e7\u00e3o dos trabalhos: compartilharam hist\u00f3rias, emprestaram objetos, colaboraram em grava\u00e7\u00f5es, ofereceram espa\u00e7os e ajudaram a viabilizar a\u00e7\u00f5es da exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Norma vive em S\u00e3o Gon\u00e7alo do Sapuca\u00ed h\u00e1 quase 39 anos. Natural de Sabar\u00e1, ela trabalha ao lado do marido, o empres\u00e1rio Laudelino Ferreira, em uma empresa que presta servi\u00e7os de inform\u00e1tica, instala sistemas comerciais e produz carimbos personalizados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O casal conhece Joyce desde a inf\u00e2ncia, quando a artista estudava com Clara, filha dos dois. Agora, al\u00e9m de receber uma obra, Norma e Laudelino acompanham a chegada do p\u00fablico \u00e0 varanda da fam\u00edlia. \u201cAchei lindo ter uma obra dela no nosso alpendre. Tem sido um prazer enorme receber os visitantes aqui. Vou sentir saudades. Nunca minha varanda foi t\u00e3o visitada. Amei\u201d, conta Norma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A conviv\u00eancia com a exposi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m permitiu que o casal conhecesse narrativas sobre o munic\u00edpio. \u201cAcolher essa causa nos trouxe um enriquecimento enorme, pois, com esse projeto da Joyce, passamos a conhecer hist\u00f3rias que n\u00e3o conhec\u00edamos. Falo por mim, por Laudelino, que sabe muito das hist\u00f3rias desta terra e que, obviamente, tem muitas coisas que tamb\u00e9m n\u00e3o sabe. A Joyce trouxe \u00e0 tona as hist\u00f3rias do passado e do presente, que nem t\u00e3o distante parece ser\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><br><\/strong><strong>Um museu espalhado pela cidade<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A advogada Giuliene Azevedo Luciano, natural de S\u00e3o Gon\u00e7alo do Sapuca\u00ed e apaixonada por hist\u00f3ria, percorreu os diferentes pontos da exposi\u00e7\u00e3o acompanhada da filha. A experi\u00eancia, segundo ela, estabeleceu outra rela\u00e7\u00e3o com as ruas e os espa\u00e7os cotidianos do munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cFoi uma experi\u00eancia muito reflexiva e diferente de tudo o que eu j\u00e1 havia vivenciado. \u00c9 como se o museu estivesse a c\u00e9u aberto, integrado \u00e0s ruas da cidade. Cada parada despertava uma emo\u00e7\u00e3o diferente e me fez perceber que o simples, o cotidiano e o sertanejo tamb\u00e9m s\u00e3o belos e carregam significado\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo do circuito, Giuliene reconheceu nas obras personagens e experi\u00eancias que nem sempre ocupam espa\u00e7o central nos registros hist\u00f3ricos. \u201cDurante todo o percurso, eu pensava: \u2018Que bom reconhecer que os verdadeiros her\u00f3is que constru\u00edram nossa cidade s\u00e3o pessoas comuns, trabalhadoras e simples, e n\u00e3o apenas a elite, como muitas vezes aprendemos na hist\u00f3ria\u2019\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o curador da exposi\u00e7\u00e3o, o arquiteto, artista visual e diretor do Museu de Arte de Ribeir\u00e3o Preto, Nilton Campos, a presen\u00e7a das obras em diferentes pontos mobiliza os espa\u00e7os e as pessoas. \u201cO que mais me chamou a aten\u00e7\u00e3o na exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 que a Joyce, ao fazer essa proposi\u00e7\u00e3o art\u00edstica, ativa a pr\u00f3pria cidade, fazendo com que os moradores repensem suas origens e suas refer\u00eancias no espa\u00e7o urbano\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O mapa tamb\u00e9m nasce na cidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A participa\u00e7\u00e3o de Norma e Laudelino no projeto come\u00e7ou antes da abertura da exposi\u00e7\u00e3o. O casal foi respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o dos carimbos personalizados utilizados no mapa que orienta o p\u00fablico pelo circuito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O convite surgiu ap\u00f3s um encontro entre Joyce e Clara, amiga de inf\u00e2ncia da artista. Na ocasi\u00e3o, Joyce contou \u00e0 fam\u00edlia que pretendia criar carimbos correspondentes aos locais que receberiam as obras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cFiquei lisonjeada com a proposta, e minha filha tamb\u00e9m. Afinal, eu e o Laudelino herdamos, de alguma forma, esse trabalho de confec\u00e7\u00e3o de carimbos, que come\u00e7ou com a Clara no comando, at\u00e9 que ela nos entregou a tarefa\u201d, relata Norma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com os carimbos, a produ\u00e7\u00e3o realizada pela fam\u00edlia passou a compor a cartografia utilizada pelos visitantes para localizar os trabalhos espalhados pelo munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><strong>Voltar para olhar de outro modo<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Rio Que Grita<\/em>&nbsp;integra o Projeto Bageira, pesquisa desenvolvida por Joyce Ribeiro ao longo de seis anos sobre os modos de rela\u00e7\u00e3o, a\u00e7\u00e3o e conv\u00edvio no interior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nascida em S\u00e3o Gon\u00e7alo do Sapuca\u00ed, Joyce abriu o primeiro ateli\u00ea aos 14 anos e come\u00e7ou a lecionar aos 17. Aos 28, mudou-se para S\u00e3o Paulo para estudar artes visuais. O contato com institui\u00e7\u00f5es, escolas e circuitos de arte contempor\u00e2nea alterou tamb\u00e9m sua percep\u00e7\u00e3o sobre a cidade natal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao retornar, a artista passou a aproximar os conhecimentos adquiridos nos grandes centros das narrativas, dos h\u00e1bitos e das refer\u00eancias do interior. O deslocamento produziu um sentimento de estranhamento diante de um lugar ao qual continuava pertencendo. Essa condi\u00e7\u00e3o de tornar-se, em alguma medida, estrangeira na pr\u00f3pria cidade passou a integrar sua produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cN\u00e3o me interessa separar o que \u00e9 lembran\u00e7a, inven\u00e7\u00e3o ou hist\u00f3ria, mas compreender como essas dimens\u00f5es produzem juntas uma forma de conhecimento\u201d, afirma Joyce.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa parte de causos, lembran\u00e7as, hist\u00f3rias familiares, boatos, mitos e narrativas transmitidas oralmente. O trabalho acompanha as mudan\u00e7as que uma hist\u00f3ria pode sofrer de acordo com quem a conta, o lugar onde circula e as pessoas que a recebem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O que existe no fundo de um lugar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os trabalhos apresentados est\u00e1 &nbsp;<em>Profundo<\/em>, a\u00e7\u00e3o realizada no Lago Piscina, antigo espa\u00e7o de minera\u00e7\u00e3o transformado em parque. Para executar a obra, Joyce aprendeu a remar e instalou uma boia de mergulho na \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Moradores disponibilizaram um barco, ajudaram na grava\u00e7\u00e3o e permaneceram no local at\u00e9 a conclus\u00e3o da a\u00e7\u00e3o. Norma acompanhou a realiza\u00e7\u00e3o do trabalho e o registro fotogr\u00e1fico produzido no lago.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO registro da foto de Joyce no lago nos fez perceber a for\u00e7a que ela carrega dentro de si, e a realiza\u00e7\u00e3o desse evento, al\u00e9m de nos mostrar a hist\u00f3ria que esse lugar guarda em suas profundidades, mostrou tamb\u00e9m o ato de coragem da artista. Aprender a remar, aventurar-se sozinha e demarcar o local Profundo tornou realidade o seu sonho\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A obra tamb\u00e9m permaneceu nas reflex\u00f5es de Giuliene ap\u00f3s a visita. \u201cA obra <em>Profundo<\/em>&nbsp;me deixou pensativa por quase uma semana. Cheguei em casa contando a hist\u00f3ria da \u2018piscina\u2019 e refletindo sobre quantas narrativas, encontros e mem\u00f3rias aquele espa\u00e7o j\u00e1 abrigou\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro trabalho destacado por ela foi <em>Mem\u00f3rias Involunt\u00e1rias<\/em>, composto por uma frase instalada no espa\u00e7o urbano e recebida de maneiras distintas pelo p\u00fablico. \u201cAl\u00e9m de a frase ser extremamente provocativa, foi interessante observar as diferentes interpreta\u00e7\u00f5es das pessoas da comunidade. Cada um enxergava algo diferente, e isso mostrou como a arte desperta lembran\u00e7as, sentimentos e hist\u00f3rias particulares em cada pessoa. Foi muito engra\u00e7ado ver a comunidade euf\u00f3rica com a frase em destaque\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Causos, mem\u00f3rias e personagens locais<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Formada em Hist\u00f3ria pela Universidade do Estado de Minas Gerais e p\u00f3s-graduada em Hist\u00f3ria, Sociedade e Cultura pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo, Joyce utiliza causos, mitos, lendas, boatos e narrativas orais como formas de produzir conhecimento sobre a vida comunit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Giuliene, esse processo chama aten\u00e7\u00e3o para personagens, espa\u00e7os e experi\u00eancias que podem passar despercebidos no cotidiano. \u201cPercebi que a exposi\u00e7\u00e3o valoriza justamente aquilo que muitas vezes passa despercebido: as mem\u00f3rias afetivas, os causos, os personagens an\u00f4nimos e os espa\u00e7os que fazem parte da vida da comunidade. Ela nos lembra que a hist\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 feita apenas de grandes acontecimentos, mas tamb\u00e9m das experi\u00eancias das pessoas comuns\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A exposi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m retoma a mem\u00f3ria da Bageira, \u00e1rvore que existia na regi\u00e3o central de S\u00e3o Gon\u00e7alo do Sapuca\u00ed e foi abatida em 1956. Mesmo ausente da paisagem, ela permaneceu nas hist\u00f3rias e refer\u00eancias dos moradores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No projeto, Joyce cria outro destino para a \u00e1rvore: depois de morrer, a Bageira teria se transformado em uma canoa para seguir pelo rio Sapuca\u00ed. \u201cBageira representa justamente a perman\u00eancia intang\u00edvel da hist\u00f3ria e da mem\u00f3ria. Ela guarda o imagin\u00e1rio regional de uma comunidade sobre o seu territ\u00f3rio\u201d, explica a artista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O rio que grita e a cidade que conta<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O t\u00edtulo da exposi\u00e7\u00e3o se refere ao pr\u00f3prio nome do munic\u00edpio. De origem tupi-guarani, Sapuca\u00ed pode ser traduzido como \u201crio que grita\u201d ou \u201crio que canta\u201d, em refer\u00eancia aos sons produzidos pelas cumbucas da \u00e1rvore sapucaia ao ca\u00edrem na \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na mostra, a imagem do rio est\u00e1 associada a deslocamento, movimento, fronteira e retorno. A refer\u00eancia tamb\u00e9m aparece nos relatos reunidos pelo projeto e nas hist\u00f3rias compartilhadas pelos moradores durante a prepara\u00e7\u00e3o e a visita\u00e7\u00e3o do circuito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois de percorrer os pontos da exposi\u00e7\u00e3o, Giuliene afirma ter voltado seu olhar para elementos que fazem parte da forma\u00e7\u00e3o e da vida cotidiana de S\u00e3o Gon\u00e7alo do Sapuca\u00ed.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cSa\u00ed da exposi\u00e7\u00e3o com um sentimento ainda maior de pertencimento e gratid\u00e3o pela cidade onde nasci. Ela me fez refletir que a riqueza de S\u00e3o Gon\u00e7alo do Sapuca\u00ed est\u00e1 nas pessoas, em suas hist\u00f3rias, nos pequenos gestos e nos lugares que, \u00e0 primeira vista, parecem comuns, mas carregam uma enorme carga de mem\u00f3ria e significado\u201d, declara.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A experi\u00eancia tamb\u00e9m refor\u00e7ou, para a moradora, a rela\u00e7\u00e3o entre preserva\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e reconhecimento das pessoas que vivem no munic\u00edpio. \u201cA exposi\u00e7\u00e3o me fez olhar para a cidade com mais sensibilidade e compreender que preservar a hist\u00f3ria tamb\u00e9m \u00e9 reconhecer o valor das pessoas simples que, todos os dias, constroem e mant\u00eam viva a identidade do nosso munic\u00edpio. Eu fiquei muito feliz por levar minha filha comigo na exposi\u00e7\u00e3o da Joyce\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O projeto \u00e9 realizado com recursos do Edital de Chamamento P\u00fablico n\u00ba 01\/2026, da Pol\u00edtica Nacional Aldir Blanc de Fomento \u00e0 Cultura, do Governo Federal, Minist\u00e9rio da Cultura, Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e Subsecretaria de Cultura; e do Edital de Chamamento P\u00fablico n\u00ba 002\/2026, da Secretaria de Cultura de S\u00e3o Gon\u00e7alo do Sapuca\u00ed. Conta ainda com patroc\u00ednio da EBM Cont\u00e1bil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sobre Joyce Ribeiro<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Joyce Ribeiro \u00e9 artista, educadora e historiadora. Natural de S\u00e3o Gon\u00e7alo do Sapuca\u00ed, vive e trabalha entre S\u00e3o Paulo e Minas Gerais desde 2014. Sua pesquisa aborda o imagin\u00e1rio cultural caipira, os causos de tradi\u00e7\u00e3o oral e suas rela\u00e7\u00f5es com a historiografia. Desenvolve trabalhos em fotografia, v\u00eddeo, objeto, cer\u00e2mica, escrita, a\u00e7\u00e3o e conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre seus trabalhos recentes est\u00e3o Conversas de Bageira, apresentado na Move Arte, em S\u00e3o Paulo; a resid\u00eancia art\u00edstica Ouro Preto Inevit\u00e1vel, no Instituto de Arte Contempor\u00e2nea de Ouro Preto; a exposi\u00e7\u00e3o Afei\u00e7oar-se, no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro; e a participa\u00e7\u00e3o na POSVERSO \u2014 Bienal Internacional de Poes\u00eda Experimental da Argentina.<strong><strong>SERVI\u00c7O:<br>Exposi\u00e7\u00e3o: Rio Que Grita<br>Projeto<\/strong><\/strong>: Bageira<strong><strong><br>Artista: <\/strong><\/strong>Joyce Ribeiro<strong><strong><br>Curador: <\/strong><\/strong>Nilton Campos<strong><strong><br>Per\u00edodo: <\/strong><\/strong>at\u00e9 14 de agosto de 2026<strong><strong><br>Local: <\/strong><\/strong>diferentes pontos de S\u00e3o Gon\u00e7alo do Sapuca\u00ed, Minas Gerais<strong><strong><br>Atividades: <\/strong><\/strong>exposi\u00e7\u00e3o, media\u00e7\u00e3o cultural e mapas interativos<strong><strong><br>Entrada: <\/strong><\/strong>gratuita<strong><strong><br>Classifica\u00e7\u00e3o: <\/strong><\/strong>livre<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Exposi\u00e7\u00e3o Rio Que Grita, de Joyce Ribeiro, ocupa ruas, com\u00e9rcios, resid\u00eancias e espa\u00e7os p\u00fablicos a partir das mem\u00f3rias, dos causos<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1706,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-1705","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/g100.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1705","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/g100.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/g100.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/g100.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/g100.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1705"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/g100.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1705\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1707,"href":"https:\/\/g100.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1705\/revisions\/1707"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/g100.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1706"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/g100.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1705"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/g100.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1705"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/g100.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1705"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}